HAVANA, Cuba, 05 Janeiro (ACN) The Washington Post, o jornal mais importante e mais antigo dos Estados Unidos, publicou hoje um artigo que crítica a inclusão de Cuba na lista de países terroristas.

 
O artigo, escrito por Eugene Robinson, vencedor do Prémio Pulitzer em 2009, refere-se às rigorosas regras de segurança aeroportuária que Washington pôs em prática no domingo passado em relação aos passageiros que voam para os Estados Unidos de Cuba e outros 13 países chamados ‘terroristas’. Os viajantes serão submetidos a uma pesquisa extra com mais rigor.

O texto diz que Cuba representa uma ameaça de terrorismo igual a zero. “Cuba não é um estado falido onde há faixas inteiras do território fora do controle do governo; em vez disso, é um dos países do mundo mais rigidamente bloqueados”, escreveu o autor, que acrescenta “[é] um lugar onde a ideia de cidadãos comuns manipularem explosivos de plástico ou armas terroristas de qualquer espécie é simplesmente ridícula”. 

“Não há histórico de Islão radical em Cuba. Na verdade, não há quase nenhum rasto de Islão na nação insular; esse estaria entre os últimos lugares na terra onde a Al-Qaeda tentaria estabelecer uma célula, o que falar de planear e lançar um ataque de lá”, diz o artigo.

“Contudo Cuba está na lista porque o Departamento de Estado ainda o considera – junto com o Irão, Sudão e Síria – um estado patrocinador do terrorismo”.

Além disso, o texto salienta que isso: “apesar da repartição de interesses dos E.U. em Havana ser uma das poucas sedes diplomáticas norte-americanas no mundo que permanecem abertas e funcionam sem aparente segurança extra, nos dias após os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001”

Ainda Robinson diz no seu artigo que a política da administração de Barack Obama em relação a Cuba é irregular e critica o facto de o bloqueio contra a nação insular permanecer intacto, bem como a proibição de os cidadãos americanos viajarem para Cuba.
 
Agência Cubana de Notícias
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